Homenagem à Cynthia Brito: Roda de conversa com Kitty Paranaguá, Paulo Marcos, Ricardo Azoury, Rogério Reis e Stefan Hess.
Cynthia Brito, uma fotógrafa determinada
texto de Rogério Reis
Nossa amizade começa no Jornal do Brasil em 1977, onde ela era a única mulher numa equipe de 30 marmanjos, entre fotógrafos e laboratoristas.
No Maracanã não era diferente. Frequentava os gramados e encarava com dignidade o “fiu fiu” e os impropérios dos torcedores da “Geral” e chegou a fazer fotos nos vestiários.
Cansada do ambiente do Brasil militar, vira a página do JB em 1983 e segue como fotógrafa independente para a guerra civil de El Salvador e na sequência, para a revolução Sandinista na Nicarágua.
Na sua volta ao Brasil nos reencontramos na F4, grupo de fotógrafos independentes que buscava autonomia na produção e distribuição das suas pautas.
Nesse período iniciei a série dos retratos “Na lona” e ela um magnífico ensaio sobre os Menores de Rua, resultado da sua Bolsa Vitae.

